
Eu prefiro a infelicidade,
A ser feliz na ignorância.
É ignorantemente feliz
Quem vive da ganância.
Quem das horas faz cantiga,
Dos minutos uma dança.
E quando o dia ao fim chega,
Só o profundo sono alcança.
É ignorantemente feliz
Quem não arrisca o certo pelo incerto.
Outra sina não quis,
E viaja para tão perto!
Quem é feliz ignorantemente,
Quem é feliz ignorantemente,
Tem essa infelicidade.
Na sua vida de marioneta
Ama tanto o seu rotineiro papel
Que no decorrer da dança e da cantiga
Não ama nunca a Liberdade!





