segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

CONTIGO, BEM POR DENTRO!


Estás no topo da colina e o verde esperança rodeia a tua morada. Sei que pelos lugares belos que viajas, por dentro, também nós lá estamos contigo, no teu coração.
Meu amigo, companheiro, meu irmão, conheces-me porque me olhaste nos olhos, por dentro. É assim que devemos olhar o outro e lá deixar amor, por dentro.
O mais belo não é bem o que já passou, mas sim, o que perdura. Passados anos, ainda olhas como criança que busca a novidade dia após dia, mesmo sabendo que "viajaste", por dentro.
Tenho orgulho de te ter como padrinho! Padrinhos são pais espirituais, não foi por acaso que te escolhi...
Vás para onde fores, independentemente da opção que tomaste e o tempo que estejamos sem nos ver, "traz-me notícias da tua fé"!
Ter-te-ei para sempre no meu coração, irei rezar por ti, para que Deus tome bem conta de ti e para que Ele te deixe chegar mais perto, e que o Seu amor em ti floresça, bem por dentro!



Quando a força é escassa
E estendemos a nossa mão,
É Deus que a segura
E eleva-nos do chão.
A Sua Palavra é de amor!
E amor faz sentido,
Quando é retribuido.

Tu és feliz.
Quando a força é escassa
Mesmo com a ajuda do Pai,
Vasculha bem nas gavetas
As soluções para os problemas.
Hás-de encontra-las.

Lembra-te: Lá estão guardados tesouros...

O segredo é AMAR!

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

RECONHECIMENTO


Hoje renasça alguém capaz
De uma lágrima enxugar,
Num olhar a lacrimejar

Do amigo que no peito a dor traz.

O importante é que seja
O que eu não consigo ser.

Ao ser imperfeito juntava

Esta centelha, o que sou.
Assim já seriamos gente.

E que assim seja:
Coisa alguma;

Coisa nenhuma;
Não interessa!
A coisa nenhuma

É alguma coisa.

O que Tu me dizes meu Pai?
Dizes-me que já nasceu...
Até agora o que viveu?
Onde está? Para onde vai?

Está no rebuliço de gente,
Que segue sempre em frente,
De olhos baços e espírito fechado,
Como que num sonho dormente
Nunca antes sonhado?

Que me dizes meu Pai?
Está na invisibilidade do olhar,
Na mais profunda espiritualidade,
No reconhecimento do amar?
Mas amar o quê?
Amar a quem? (A ti)
Amar-me a mim?
Ah! Meu Pai,
Alguém já nasceu sim!
Também te amo…

sábado, 6 de dezembro de 2008

REFLEXÃO


Sente-se a doçura da experiência,
Quando lhe atribuímos um significado.
O belo das coisas está para lá do seu significado.
Quem não viaja para atingir o belo,
Contenta-se com a frágil doçura: sabe tudo de nada.


Quem sabe nada é feliz - desconhece a sua infelicidade.
Outros são infelizes pois desconhecem a sua felicidade.

domingo, 30 de novembro de 2008

OFERTA

Ofereci-TE o meu anel, nesse instante.
Na solidão sonora; na melodia de silêncio;
Na cela do meu coração:
Tu vives, para que eu viva: nesse instante.
O anel é a minha aliança contigo.
O anel é a esperança, meu amigo,
De que na paz nos encontramos;
Na solidão; no silêncio.
Oferecer-TE-ei o meu anel, nesse instante.
Terás a cela do meu coração: a tua betânia.
Não podemos esperar por um raio de luz
Quando estamos nas trevas,
Se não abrirmos os nossos corações
À presença de Deus que nos acompanha sempre;
(fiel amigo)
Se não fizermos silêncio para o escutar.
A sua palavra é de amor.
É o alimento da nossa alma.
É a chave para uma vida de paz,
De reencontro e de amizade.
Para cessarem as trevas:
- Façamos silêncio;
- Escutemo-lo;
- Agora, demos as mãos;
- Oremos, por todos e por nós;
- Produzamos frutos em abundância.
Abrir-te-ei a porta e cearás comigo.


“em alta paz e tranquilidade deve a alma escutar e ouvir o que nela segreda o senhor Deus, que no silêncio e no retiro comunica a sua Paz”
[São João da Cruz]

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

ESPELHO SEM FACE


Amor só faz sentido
Quando nos é retribuído.
É como que um espelho:
Colocamo-nos perante ele
Para que nos possamos ver
(Deixando de parte a veracidade)
Se isso não acontece,
A nossa alma esmorece
Por não ter face,
Por não ter corpo,
Enfim, por não existir de verdade.

Faço o que faço por amor,
E nisso não guardo rancor.
Porém, no que faço,
Não há amor.
Ele está lá: o espelho,
Para que eu o possa ver,
(é cego o meu olhar)
Mas nele vejo nada.
Se me sinto abandonada
Admito: é isto que devo fazer.
Choro: por em vidas ter sido espelho.
Choro: por assim ter de pagar.

É este o meu choro:
- Contido no amor
Por tudo aquilo que faço;
(Deixando, ou não, de parte a veracidade)
Daí surge o choro:
- Por amor não existir de verdade
E assim ter de pagar.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

ESTRANHA FELICIDADE


Eu prefiro a infelicidade,
A ser feliz na ignorância.
É ignorantemente feliz
Quem vive da ganância.
Quem das horas faz cantiga,
Dos minutos uma dança.
E quando o dia ao fim chega,
Só o profundo sono alcança.

É ignorantemente feliz
Quem não arrisca o certo pelo incerto.
Outra sina não quis,
E viaja para tão perto!

Quem é feliz ignorantemente,
Tem essa infelicidade.

Na sua vida de marioneta
Ama tanto o seu rotineiro papel
Que no decorrer da dança e da cantiga
Não ama nunca a Liberdade!

O MEU GUIA: O MAR, O SONHO, A FANTASIA

Cresci mais,
Na
terra.
Sonhei ser mais
Do que os
Homens.
Sonhei...



Chove em mim,
Tua luz.
Navego, enfim,
Outros mares.
Eu sei...

Alma,
Só minha
ALma.

Sente,
ALma,
Só minha.

Canta mais
P´ra
mim,
Canta mais
Na minha noite.
Embala...

Canto,
Meu canto
Meu fado.

Há medo,
Na melodia.
Há noite,
Findo o dia.

Ana Lúcia

A CONFISSÃO


Chora,
Encanto, chora
Que o teu tormento
Nem terminou.

Chora,
Que enquanto choras
Não vês de perto
O teu penar.

Trago
O segredo
No meu peito.
E a toda a hora
Só recordo o que te dei;

-Leva tudo de mim...

Madredeus
Composição: Pedro Ayres Magalhães

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

NO FUNDO DAS GAVETAS

Vasculha bem nas gavetas
As soluções para os problemas.
Hás-de encontra-las.

Lá estão guardados tesouros:
Já os viveste outrora,
Dá-lhes uso agora
Para assim conquistares outros,

Diferentes,
Nunca iguais.
E quando quiseres mais,
Conquistar,
Dá-te e dar-te-ão.
O segredo é amar.

sábado, 25 de outubro de 2008

SEI, O QUE NÃO SEI

Não sei se gosto de ser assim.
Igual a mim mesma.
Viver num mundo assim,
E fazer da história sempre a mesma,

Igual a tantas outras: vulgares.
Em que a história é a mesma
Só mudam os lugares: vulgares.

Não sei se gosto de ser assim.
Não sei se devo mudar a história.
Não sei se mudam os lugares: vulgares.
Sei, como sei, não sei,
Que não devo ser assim,
E que tudo tem que ser assim.
Nada pode mudar,
Mas nada deve assim continuar.

Na diferença surge sempre
O problema de nada ser igual!